O Papai do Ano!
Todo homem que vira pai escuta isso...
PATERNIDADE SEM FILTROS

Todo homem que vira pai escuta isso de alguém do seu círculo social:
“Olha aiiii, o Papai do ano!”
“Parabénssss pro papai do ano!”
Enfim… é batata. Vai ser pai? Vai escutar.
Pensando nisso, no quanto ouvi isso durante a gravidez da Nara, e no quanto eu queria (e ainda quero) ser o melhor pai do mundo, surgiu a ideia de criar um site com esse nome. Essa ideia me veio lá por abril/maio deste ano. Quando fui procurar, tinha certeza absoluta de que alguém já teria registrado esse domínio. Mas, pra minha surpresa: não.
Registrei papaidoano.com.br (e também o .com) e até escrevi alguns artigos durante a gestação. Precisamente três. Mas claro, não publiquei.
Meu plano era lançar oficialmente quando postássemos sobre o nascimento do Antônio. Mas aí veio um fato que, meio que numa metalinguagem involuntária, acabou virando justamente o tema desse primeiro texto.
Naquelas primeiras semanas, eu estava tão perdido, tão “verde”, que me senti o pior pai do mundo.
Uma parte de mim até conseguia enxergar que todo pai aprende a ser pai com o tempo e, pra ser sincero, o primeiro artigo que escrevi ( que agora deve ser o segundo a postar por aqui ) falava exatamente sobre isso.
Mas outra parte de mim, a que venceu temporariamente, me convenceu de que eu estava tão perdido que seria quase uma atrocidade criar uma página que me colocasse como Ô pai.
Eu trocava fralda e vazava.
Eu pegava no colo e o menino ficava todo empenado no meu braço.
Eu ia trocar a roupinha, e quando era de botãozinho, era dificil um que eu acertava o par.
Enfim… deu pra entender, né?
Claro, todas essas coisas foram se acertando com pouquíssimas repetições. Mas ali, naquele começo, eram tantas coisas e com tanta frequência que a insegurança me dominou e travando o projeto.
Só que aí chegou novembro.
E a urgência da “validade” do meu título bateu na porta, afinal, se eu sou o Papai do Ano, e o meu ano é 2025, eu tinha que assumir o posto antes de virar o ano.
Eu sei que parece bobo. Eu não deixaria de ser pai. Mas a ideia de “Papai do Ano” me pegou, e algo me cutucou: eu queria lançar o projeto no ano em que me tornei pai.
Então decidi que esse primeiro texto sairia HOJE, afinal, já estamos em dezembro. (E já adianto: por questão de acessibilidade, nascerá tamém um podcast, na verdade eu diria que inicialmente um monocast em que eu leio o texto, como uma carta, exatamente como estou fazendo agora.)
Enfim.
Declaro oficialmente aberto o Papai do Ano.
Antônio faz três meses hoje.
Sim, passou voando.
Mas tem muita coisa sobre esses três meses que quero falar. E 2026 promete ser um ano bastaaaaaante intenso.
Eu espero, de coração, conseguir desenvolver esse projeto, tanto no site quanto no Instagram, da forma como imaginei. Porque ainda que durante este processo eu passe por me sentir o pior pai do mundo, eu estou decidido a me tornar e ser, para o Antônio, o melhor pai do mundo.
Manso


